Qualquer empresário pode cometer erros capazes de comprometer o futuro do negócio. O segredo é descobri-los a tempo e redesenhar a empresa.
Muitos são os empreendimentos que sucumbem nos primeiros anos de vida. Outros tantos sobrevivem a duras penas. Na origem do mal que ameaça um empreendimento pode estar um erro, um detalhe esquecido, um pequeno pecado cometido pelo empreendedor. Admitir que se cometeu um pecado gerencial pode significar a diferença entre progredir ou fechar as portas.
Mas apenas perceber que se está incorrendo num erro não é o suficiente. Se há alguma virtude num pecado é que ele pode servir de lição ao pecador. É preciso ter a disposição para se redimir.
A seguir, os dez erros gerenciais mais comuns...
1. Ser centralizador em demasia. O excesso de controles inibe idéias, restringe iniciativas e criatividade e faz perder agilidade.
2. Usar mal o tempo. Planejando adequadamente as tarefas diárias, sobra tempo para pensar sobre a empresa e seu futuro.
3. Ter visão fragmentada do negócio. Isso dificulta a busca de novos clientes e novas oportunidades, impedindo a visão do contexto global e das mudanças de tendência.
4. Pensar na empresa olhando só para seu passado. Nada garante que o que deu certo até agora sirva para o futuro.
5. Achar que pode ter sucesso sozinho. É vital saber formar, liderar, motivar e reter equipes e talentos.
6. Dedicar muitas horas a tarefas operacionais. É pouco produtivo o empreendedor ficar preso a controles rotineiros.
7. Misturar interesses familiares com os da firma. Esse fantasma ainda perambula por muitas empresas.
8. Desviar atenção, tempo, esforço e dedicação do foco principal do seu negócio.
9. Acreditar que já sabe tudo. É fundamental estar aberto a novos aprendizados e estimular seus colaboradores a atualizarem-se.
10. Imaginar que dá para construir uma empresa sem paixão. Esse sentimento deve permear fornecedores, funcionários e clientes. É gente atendendo gente.
LIÇÕES DOS PECADORES
Ter visão global – um grande erro que muitos empresários cometem, é enxergar o negócio de uma maneira fragmentada. É preciso se ter uma visão global do ramo. Agregar novos serviços ao produto que sua empresa vende. Perceber a possibilidade de fazer algo diferente. Isto chama-se ter visão sistêmica do negócio.
Trabalhar melhor com as informações – estar atento, para não apenas fazer uma modificação em seu negócio só porque um cliente pediu. É preciso ser mais questionador, pois, muitas vezes, nem o próprio cliente sabe exatamente o que está querendo ou sugerindo. Na maioria dos casos, ele quer apenas chamar a atenção. Se ele pedir, por exemplo, para mudar de lugar o caixa da sua loja, você não deve atendê-lo sem antes indagar melhor que razões ele tem para dizer isso. Por quê? Está atrapalhando? Onde poderia ficar? Outros clientes fizeram a mesma queixa? É preciso explorar ao máximo essa interferência do consumidor. "A idéia é colocar o cliente para "trabalhar" para você. E ele adora fazer isso”.
Não perder o foco do negócio - Outro pecado altamente prejudicial para uma empresa é a perda do foco principal do negócio. Algumas vezes, a ânsia por faturar mais de forma rápida leva os empresários a assumirem atribuições que não fazem parte do chamado negócio principal, não é a vocação para a qual aquele empreendimento foi criado. Desviar atenção, talento e recursos da atividade principal pode ser uma ida sem volta. Se a empresa não estiver atenta para o que é o seu produto, qual é o seu negócio, ela pode estar sujeita a sair de seu foco e acabar fazendo muita coisa em vão. Querer fazer tudo pode não ser ideal para se conseguir realizar aquilo que é realmente necessário.
Perceber os sinais do mercado em que atua - O conselho básico para o empreendedor que deseja dominar seu negócio é estar permanentemente sintonizado com os aspectos relevantes do seu ramo. O chamado "mercado", essa entidade abstrata formada por fornecedores, clientes, concorrentes, funcionários e comunidade está constantemente emitindo sinais. O segredo é saber captar, entender e decodificar tais sinais. Verificar o crescimento do mercado, o que os clientes esperam do seu produto ou serviço. Lembrar que o consumidor mudou de perfil e está muito mais exigente. Projetar isso e avaliar a melhor forma de atuar nesse mercado.
Tempo e dinheiro – Às vezes, o maior pecado não é estratégico, o erro pode estar no empreendedor, ou melhor, no mau uso que ele faz do seu tempo. "Tempo é o recurso mais importante de uma empresa. Tempo mal administrado significa empresa mal administrada”.
Planejar tarefas – dividir tarefas e monitorar o tempo para execução de cada uma delas. Concentrar mais tempo para desenvolver novas estratégias e avaliar as ações da empresa.
Aprender com os erros - Ninguém está livre de cometer pecados. Mesmo experimentados profissionais acabam praticando erros banais. Porém, é importante que ao cometer um erro, o empresário o analise e compreenda em que ponto pode melhorar.
Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios.
10/8/2007 a 10/8/2008
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